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Câmara Aprova Fim do Cálculo por Dentro em Tributos Hoje

Câmara Aprova Fim do Cálculo por Dentro em Tributos Hoje

Comissão da Câmara aprova fim do “cálculo por dentro” em tributos. A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que proíbe a inclusão de um tributo na base de cálculo dele mesmo. A vedação, que vale para tributos federais, estaduais e municipais, atinge diretamente uma prática que não possui autorização expressa na Constituição Federal. Conhecida como “cálculo por dentro”, essa metodologia contábil permite que o valor do imposto integre a sua própria base de cálculo.

Essa prática, que não tem autorização explícita na Constituição Federal, permite que o valor do imposto seja adicionado à base de cálculo, elevando artificialmente a alíquota efetiva e encarecendo as mercadorias. Para ilustrar o impacto da medida, considere o exemplo de um produto que custa R$ 100 com uma alíquota de imposto de 20%. No modelo de “cálculo por fora”, o consumidor pagaria R$ 120, refletindo exatamente a porcentagem indicada. Já no “cálculo por dentro”, o imposto é incorporado ao preço final do bem antes da aplicação da taxa, elevando o custo para R$ 125, embora a alíquota oficial permaneça em 20%.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Kim Kataguiri ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 23/11, de autoria do ex-deputado Guilherme Campos, e à proposta anexa PLP 163/12. O projeto original focava especificamente em excluir o valor do ICMS de sua própria base de cálculo em cada operação. O relator criticou a falta de transparência do modelo atual, argumentando que o consumidor final é prejudicado por não saber que o tributo é camuflado como se fosse parte do valor real do bem ou serviço.

A proposta continuará sua tramitação na Câmara e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) antes de ser encaminhada para votação no Plenário. Com a aprovação desse projeto, o consumidor final terá mais transparência nos preços pagos, pois não será mais necessário calcular os tributos adicionais em cima de outros tributos, o que era prática comum até hoje.